Biografia
SalomãoSoares
Pianista e compositor paraibano. Do baile no interior aos palcos de cinco continentes.

- 2008pianista
nos navios - 2011chegada a
São Paulo - 2017MIMO e
Montreux - 2025Grammy
Latino
Os bailes do interior da Paraíba.
Salomão Soares cresceu em Cruz do Espírito Santo, no interior da Paraíba.
Começou tocando nos bailes da região, numa casa onde Sivuca, Dominguinhos e Luiz Gonzaga eram presença constante — a primeira escola, garantida pelos pais, muito antes de qualquer aula formal de piano. Em casa, o pai tocava percussão e a mãe, violão; foi de ouvido, ali, que se formou a consciência rítmica que hoje define seu piano.


Do Nordeste ao jazz.
A formação veio da escuta e da prática.
Aos 15 anos, começou a estudar com Helinho Medeiros, em João Pessoa, e a tocar em bandas de baile. Foi ele quem lhe apresentou Hermeto Pascoal — um som nordestino que Salomão não conseguia decifrar.
“Mudou minha vida.”
Salomão Soares, sobre ouvir Hermeto Pascoal
Entre 2008 e 2011, trabalhou como pianista em navios de cruzeiro pela América do Sul. Mudou-se para São Paulo em 2011 com um objetivo claro: estudar com André Marques, pianista de Hermeto Pascoal, no Conservatório de Tatuí — aulas que duraram cerca de um ano e meio. No mesmo período, tocava na noite paulistana e passou a integrar grupos instrumentais em São Paulo e em Tatuí — base decisiva para sua formação como pianista, e o momento em que começou a se aprofundar na composição.
O jazz ampliou seu horizonte criativo — como ferramenta de diálogo, nunca como destino estético. Dessa combinação surgiu uma linguagem que atravessa o piano brasileiro e o jazz contemporâneo.


Palcos e encontros.
Ao longo da carreira, dividiu o palco com nomes como Toninho Horta, João Bosco e Leny Andrade — e com Hermeto Pascoal, que é para ele a maior referência e fonte constante de inspiração.
Foi vencedor do Prêmio MIMO Instrumental e finalista da Montreux Jazz Piano Competition, na Suíça, ambos em 2017, e laureado como Novo Talento no Savassi Festival de 2018, em Belo Horizonte, mesmo ano em que foi destaque na lista de Melhores Instrumentistas da Música Brasileira, do site Melhores da Música Brasileira. O concerto solo na Igreja do Carmo, em Olinda, teve um significado particular: foi a primeira vez que seus pais o viram tocar num concerto, depois que saiu de casa. No SESC Jazz, um dos festivais mais prestigiados da América Latina, apresentou-se com seu trio e como convidado de Hermeto Pascoal.
Integra o Hamilton de Holanda Trio, com quem conquistou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Jazz Latino em 2025, pelo álbum gravado ao vivo no Jazz at Lincoln Center, em Nova York, com participação do saxofonista Chris Potter. Na mesma casa, tocou como convidado da Jazz at Lincoln Center Orchestra. Fez também participação especial com o Snarky Puppy, em Alberobello, na Itália.



Parcerias
- Em disco
- Chico César · Chris Potter · Guegué Medeiros · Hamilton de Holanda · Hermeto Pascoal · Mônica Salmaso · Renato Braz · Seamus Blake · Tatiana Parra · Toninho Ferragutti · Vanessa Moreno
- No palco
- Anastácia · André Mehmari · Camille Bertault · Hermeto Pascoal · Jazz at Lincoln Center Orchestra · João Bosco · Leny Andrade · Snarky Puppy · Toninho Horta
“O ritmo, para mim, é a alma da música brasileira.”
Salomão Soares
Nove discos, um estúdio no mato e um teatro vazio.
A maior parte dos discos nasceu na Gargolândia, um estúdio imerso na natureza do interior paulista.
De lá saíram os duos com Vanessa Moreno, o Baião de Dois com Guegué Medeiros e o trio de Espirais, gravado em dois dias de novembro de 2022.
O disco solo foi diferente: Interior foi gravado numa tarde de abril de 2022, sozinho no palco do Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto, com a plateia vazia. É o disco que, nas palavras dele, “conta a minha história até aqui” — e que ganhou turnê pela Europa e uma recepção calorosa da crítica japonesa.
Antes disso vieram a estreia em quarteto, Alegria de Matuto (2018), com Hermeto Pascoal na escaleta, e o trio de Colorido Urbano (2019). Depois, Outros Ventos (2025), com Chico César, que ganhou edição em CD no Japão.

Tradição em movimento.
A música de Salomão parte da cultura popular brasileira — e segue em movimento.
A ideia que atravessa todo o seu trabalho — e que o álbum solo Interior leva ao limite — é trazer para o piano as influências da música nordestina em que cresceu.
“Como uma fotografia do momento que estou vivendo.”
Salomão Soares, sobre compor
Fiel à intuição, e livre para mudar junto com a vida. Paralelamente, dedica-se ao ensino: mantém a Escola Salomão Soares, escola online voltada ao piano popular brasileiro — ritmo, harmonia, improvisação e repertório.

O que dizem os pares
“Às vezes eu chegava para dar aula e ele já estava na sala estudando. Eu ficava ouvindo: esses acordes aí, de onde é que ele tirou? Ele já veio muito adiantado. Tanto que eu falei: Salomão, acho que está bom aqui — você já está fazendo todo o conteúdo do conservatório, pode ir embora.”
André Marques · pianista de Hermeto Pascoal · seu professor em Tatuí
“É uma proposta musical diferente… essa é a riqueza de quem sabe, de quem tem o que colocar pra fora.”
Amilton Godoy · pianista
“Salomão Soares dá mais profundidade e elegância ao piano brasileiro.”
Katsuaki Hanada · e-magazine LATINA · Japão
“Salomão é um gênio, de uma sensibilidade monumental. Sou um fã ardoroso dele!”
Guilherme Arantes · cantor e compositor